Lá se vão quase dois anos desde meu último post. Boa parte deste tempo passei me prometendo voltar aqui para escrever uma ou duas linhas. Evitar textos prolixos. Criar ferramentas que me permitissem estar sempre alimentando este espaço.
Afinal, sempre me disseram que uma das regras fundamentais de um blog é manter o leitor na constante espera da nova postagem.
Muita coisa se passou desde então. Um mês incrível curtindo uma Copa do Mundo no meu país, seja como expectador, seja na inigualável experiência do voluntariado. Mais dois carnavais maravilhosos. Uma cidade transformada em um grande canteiro de obras. Enfim, assunto tinha, só faltava vergonha na cara para botar a coisa no papel. Ou na tela do computador.
Vamos começar pelo fim: o Carnaval que chega hoje ao final de sua programação com o desfile do Monobloco pela Av. Presidente Vargas. É bem verdade que, por uma série de motivos, deixei de ir a muitos dos meus blocos favoritos. Mas vi uma cidade que a cada dia se prepara mais e mais para receber eventos deste porte, apesar do caos diário que o Centro do Rio se transformou.
O sistema de entrada do metrô parece ter melhorado. Não sei se houve campanha para aquisição de cartões pré-pagos, mas praticamente não vi as filas intermináveis que ocupavam os guichês das estações. Igualmente vi menos reclamações a respeito da quantidade de banheiros públicos. Mais abaixo, deixo claro que nem tudo são flores.
Mas meu destaque de carnaval vai para a última segunda, quando tive o prazer de tocar para mais de 6000 pessoas no Largo de São Francisco, com os Dinossauros Nacionais.
Não me perguntem o porquê, mas a emoção deste ano superou as edições anteriores, até mesmo a nossa estréia em 2013. Naquele ano, um mero encontro de ex-alunos, às vésperas do carnaval, deu início a uma montanha russa de oficinas com instrumentos que inicialmente mal sabíamos segurar até o momento em que, um belo dia, estávamos diante do público, no que seria a primeira apresentação em público.
Dois anos depois, a experiência nos torna mais fortes para encarar os desafios que se apresentam ainda mais sacrificantes em um modelo que privilegia as agremiações mais importantes, e deixam as menores por conta dos seus próprios esforços. Basta ver como blocos tradicionais do RJ chegaram ao feriado ainda precisando de recursos, ou mesmo, cancelando seus desfiles e deixando na mão milhares de foliões. Mas as dificuldades encontradas dão a medida do blend de satisfação que o show de 2015 proporcionou.
Para pessoas, como eu, que tem absoluta adoração por esta época do ano, fica mais fácil de entender e sentir-se realizado por tocar enquanto absolutos estranhos curtem aquele momento. A despeito de desforço financeiro ou pessoal, a justa retribuição é paga em olhares vidrados e sorrisos gratuitos, como o de uma menininha que, colada na grade, não conseguia articular outra frase que não "vocês são show de bola".
Prometo voltar a temas mais instigantes, nos próximos posts, mas precisava colocar para fora esta felicidade que só Momo é capaz de implantar em nossos corações. Até!
Rapidinhas!
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| Fantástica a Fantasia de Romero Britto! |
- Porque o Metrô persiste com este horário esdrúxulo de ter metrô 24h durante parte do Carnaval, visivelmente em função dos desfiles da Sapucaí, e fecha antes da hora normal de dias úteis na terça-feira, quando ainda há milhares de pessoas nas ruas em blocos e nos desfiles populares do Centro do Rio e da Cinelândia? Qual o problema de estender o horário privilegiado até a quarta de cinzas?
- Apesar de algumas reclamações, achei que a transferência dos desfiles para a Av. Graça Aranha trouxe benefícios. Mesmo sendo o tradicional local de desfiles do Rio de Janeiro, a Av. Rio Branco é larga demais para o tamanho atual daqueles, dispersando os componentes. Assisti ao Bafo da Onça e do Cacique com uma intensidade que não tinha visto nos anos anteriores.
- Impressionante como nada se faz para punir taxistas que cobram no tiro, ou escolhem passageiros de acordo com sua conveniência comercial. Cariocas e visitantes ficam a mercê desta prática nojenta, agravada pela já conhecida indisponibilidade dos meios de transporte, pelo esquema especial feito em razão do carnaval e das obras do Centro do Rio.
Por fim, gostaria pedir o apoio dos amigos para as ferramentas de interatividade dos Dinossauros Nacionais:
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